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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Prefeita Pauline participou de encontro na AMA que apresentou os desafios para 2017 para os novos gestores

O encontro teve como base a necessidade do cumprimento da política de resíduos sólidos 

A prefeita de Campo Alegre Pauline Pereira participou na manhã desta terça-feira 22 de Novembro, de um encontro realizado na AMA que debateu sobre a necessidade do cumprimento da política de resíduos sólidos é uma das primeiras medidas que os novos gestores terão que enfrentar em 2017. “O fim dos lixões precisa ser prioridade, mas, tanto o governo estadual, como o Federal precisam ter fontes de financiamentos para os municípios”, disse o presidente da AMA, Marcelo Beltrão aos futuros prefeitos que participaram da reunião na Associação dos municípios.

Até o início do ano, a Entidade vai apresentar aos gestores que estão iniciando o mandato, os desafios da gestão e os pontos mais vulneráveis.

A questão dos resíduos sólidos é uma delas, se arrasta há anos pela indefinição de estratégias do governo que  incentivou a aprovação da Lei, mas conseguiu tirar dela sua responsabilidade financeira. O resultado são lixões não extintos e multas recorrentes. Para tentar minimizar o problema o Estado foi dividido em consórcios e a AMA tem acompanhado as ações que estão sendo feitas em parceria com o Estado. 

O secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Alexandre Ayres ressaltou que o Governo de Alagoas atuou e conseguiu aprovar em conjunto com Assembleia Legislativa do Estado (ALE) o projeto de lei que trata da Política Estadual de Resíduos Sólidos.

“O Estado de Alagoas tem se empenhado em trabalhar junto aos municípios, AMA e União para incentivar às prefeituras a eliminar os lixões. Alagoas conta atualmente com quatro Centrais de Tratamento de Resíduos localizadas em Maceió; no Sertão; em Pilar; e na região Agreste, no entanto existe a necessidade e a preocupação de os municípios abraçarem a educação ambiental. A coleta seletiva influencia diretamente na gestão responsável dos resíduos sólidos”, reforçou o secretário Alexandre Ayres.

O secretário reiterou que a Semarh lançou em 2015 o programa de coleta seletiva destinado aos municípios alagoanos. Ayres finalizou a sua participação deixando as portas abertas do Governo do Estado para os contatos com gestores sobre as pautas ambientais.

E as centrais de tratamento podem ser uma saída a curto prazo para a falta de aterros em Alagoas. O engenheiro Paulo Mesquita, especialista no assunto, apresentou aos novos gestores podem se integrar a esse projeto de responsabilidade com o meio ambiente e população, sobre a importância de ter uma Central de Resíduos Sólidos para destinação correta do lixo produzido, além de explicar a diferença entre lixão, aterro sanitário e aterro concentrado.

Mesquita alerta que é importante diferenciar esses conceitos e aderir a uma política que preze pelo meio ambiente. “Com um tratamento adequado, o lixo não contamina o solo, nem a fauna e a flora circunvizinha, além de não atrair pragas e animais, como: urubu, rato, cachorro”, exemplifica. As centrais são alternativas que ainda precisam ser mais discutidas, disse o prefeito de Satuba, Paulo Accioli que reivindicou redução no custo para que as prefeituras, principalmente as pequenas, possam ter condições de fazer a destinação correta do lixo através da CTR.

Por causa desse jogo de empurra os municípios continuam sendo fiscalizados e autuados pelo Instituto Ambiental, o IMA.

O presidente da AMA, Marcelo Beltrão é um problema que não é apenas do município. O gestor quer cumprir a lei, as Entidades municipalistas, como a AMA, têm tentado mostrar e sensibilizar União e Estados para que, de forma conjunta se dê um basta definitivo e os municípios possam avançar melhorando a vida da população e o meio ambiente.


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